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O Peba do Grupo de Pedal

Peba, segundo o dicionário, adjetivo de dois gêneros (1. chato, alongado | 2. B N.E. sem valor e/ou importância; reles, ordinário), mas, será isso com o nosso amado Peba no universo do ciclismo?

Às vezes, o ciclista se torna um pouco “entusiasmado demais”, e “passa do ponto”, então, preparamos uma lista com algumas modalidades e esperamos os comentários de vocês.

Cinco tipos de atitudes que devem ser evitadas para que você não fique com a fama de Peba e Chato:

1. Peba Desculpinha: Sempre pedalei forte por onde passei, mas hoje não estou legal. As vezes esse tipo de Peba está de ressaca e vai arrastando o pedal, atrasando todo o pelotão.

2. Peba Camarote: Sempre com os últimos lançamentos da indústria, faz questão de mostrar todos os detalhes de sua nova aquisição, inclusive “pondo em cheque” o seu equipamento.

3. Peba Excel: Esse quer saber um dia antes quanto tempo “exatamente” vai durar o giro e o trajeto exato, para que ele possa criar sua planilha e determinar precisamente o tipo de alimentação e equipamento necessários para carregar em seus lindos alforges, mas sempre acaba atrasando todo mundo com sua falta de malemolência no Pedal. Na opinião do Peba Raíz, isto tira toda a espontaneidade do giro, roubando um dos prazeres máximos do pedal que é a “aventura de se deixar levar pelos caminhos”.

4. Peba Tô nem aí: Nunca leva nenhuma ferramenta, nem sequer, uma câmara reserva tem consigo, e na maioria das vezes, sua bicicleta está toda desregulada e sempre fura o pneu.

5. Peba Cronômetro: Essa categoria é a mais comum nos grupos. Esse tipo está sempre competindo e pedalando rápido, inclusive em ciclovias e ciclofaixas de lazer, colocando a segurança de todos em risco.

 

Nota: Peba Raíz é o ciclista rústico e bruto no “pedalamento”. É aquele que monta numa Barra Circular vestindo o shorts do futebol e a camiseta das eleições de 1985, e deixa todo mundo pra trás. Esse tipo está em extinção e todas as honras para ele é pouco, ok!
Você, se “vê” como algum tipo de Peba listado acima? Conhece outra categoria? Deixe seu comentário no final dessa matéria.

Basicamente os grupos de ciclistas usam três níveis: iniciante, intermediário e avançado. Os níveis se mesclam, pois, pode ser um roteiro com cadência de iniciante, mas quilometragem de nível médio. Os grupos estabelecem isto, geralmente, por dois motivos – você não sofrer e não prejudicar o próprio grupo.

Mas, seja qual for o nível do grupo, o Peba quer estar presente, garantindo que vai dar conta de acompanhar o grupo. Às vezes ele não aguenta o tranco, em outras ele se arrasta nas subidas, mas quando dá para ser alto astral, esse tipo de Peba nós ajudamos com o maior prazer, não é?!

Abaixo um trecho da matéria que o Jornal O Globo fez sobre um ciclista que está deixando a categoria Peba. Bem legal, pois muitas vezes, acreditamos que subimos de patamar, mas ainda continuamos sendo o bom e velho Peba:

Carlos acorda às três da manhã, paramenta-se com sapatilhas, luvas e capacete, pega sua bike e deixa a mulher Vanessa e o filho Davi, de 3 anos, dormindo. Sai da Tijuca e encontra a turma para um treino de 30km, em média. Pode ser no Aterro do Flamengo ou na Grota Funda.

Todas as terças e quintas, exceto se chover forte, Guilherme está de pé às quatro da manhã e, logo depois, sai do seu apartamento no Flamengo já montado na bike. Mesmo sem ser da mesma turma, provavelmente encontra Carlos nas pistas do Aterro. Apenas um dos locais da cidade em que ele costuma pedalar.

Por todo o Rio, a tribo dos ciclistas amadores tem rotina semelhante e perfil bem parecido. Na média, homens, acima dos 40 anos, com família e carreiras estabelecidas — afinal, é um esporte bem mais caro do que corrida, por exemplo —, e passagens por outras modalidades. Lá fora, há até um apelido: Mamil (sigla para “Middle-Aged Man in Lycra”, em português “Homem de meia idade em lycra”), que define a turma aficionada por ciclismo de alta performance e investe tempo e dinheiro no esporte.

Carlos Henrique Pimentel, de 41 anos, especialista em tecnologia da informação, e pai do Davi, encaixa-se no perfil dos amadores que adotaram o ciclismo para além do hobby ou simples locomoção pela cidade. É paixão que requer muita disciplina e investimento.

— Comecei em agosto do ano passado, quando descobri o triatlo. Já corria há dez anos e quis incluir mais esportes na rotina. Ainda não consegui encaixar a natação, mas pedalo uns 200km por semana — diz Carlos, que admite ser difícil conciliar tudo.

— Confesso que treinar, fazer minhas 8 horas diárias de trabalho, e ainda cuidar do meu filho de 3 anos à noite e dar atenção à esposa é bastante complicado. Há dias que penso em abandonar tudo. Mas aí penso na satisfação em completar uma prova e minha motivação volta.

MERCADO QUE SÓ CRESCE
Na gíria, brasileira, Carlos está passando da fase “peba”, como são conhecidos os ciclistas iniciantes, que iniciam o esporte com uma bike mais barata, acessórios dos modelos mais simples, e apenas água e banana, por exemplo, para se alimentar. Com o passar dos meses, e os desafios autoimpostos, o investimento passa a incluir bicicletas e roupas com mais tecnologia e manutenção periódica do equipamento. Os valores, ninguém gosta de comentar para não ficar visado.

— Tudo começa como lazer e saúde, vai ficando sério, e vira treinamento para participar de prova específica de longa distância e acabar virando um competidor. A principal motivação é alcançar objetivos antes inimagináveis — analisa o gerente de vendas Guilherme Brasil, de 47 anos, que começou a pedalar há 15 anos.

— O ciclismo é um esporte em pleno crescimento, principalmente se observarmos o aumento dos amadores. A participação maciça em eventos voltados para o ciclista amador, sempre superando a marca de mil competidores, demonstra que o mercado está aquecido — afirma Marina Richwin, coordenadora de marketing da Specialized Brasil.

Clique aqui para ver a matéria original do Jornal O Globo.

Não importa se você é Peba ou Galático, o importante é pedalar, fazer bons amigos e ser feliz!

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Grandes pedaladas para nós.


Texto criado por: Jefferson Neves e equipe BR Ciclismo/Accanti
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