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Aprenda de uma vez por todas a passar as marchas da bicicleta

Quando iniciamos no mundo do pedal, muitas são as dúvidas com as quais temos que lidar. Seja na hora de escolher uma modalidade de ciclismo, na busca de acessórios e roupas essenciais ou com o temível processo para passar as marchas da bicicleta.

A relação de marchas é muito importante para a escolha de uma velocidade apropriada na hora do pedal. É claro que, quanto mais marchas uma bike tiver, maior a opção de velocidades. No entanto, mais do que a quantidade de marchas, o essencial mesmo é que a relação esteja alinhada à modalidade do ciclismo e, claro, que você, ciclista, saiba como usá-la.

Imagem de parte traseira de bicicleta mostrando relação de marchas

Em bikes com relação de marchas somente na roda traseira ou na parte interna do eixo, um passador do guidão é quem faz a mudança da marcha, o que torna bem prático e fácil de perceber quando a bicicleta está mais pesada ou leve. Logo, a passagem é mais paliativa e intuitiva.

O problema está quando há dois passadores, um em cada lado do guidão, o que pode confundir muitos iniciantes por aí – mas não os leitores do blog Bike Runners! Aqui te ensinamos de maneira prática e funcional a fazer a passagem de marcha corretamente. Vem com a gente!

O que são passadores de marcha?

Antes de te ensinar como fazer a passagem correta da marcha é importante que você entenda um pouquinho mais sobre os passadores. Se a sua bike for de câmbio dianteiro e traseiro, você logo perceberá que em cada lado do guidão temos um passador, no qual fazemos a troca manual da marcha.

Imagem divida em três partes mostrando detalhadamente o passador de marcha no guidão da bicicleta

O passador esquerdo tem sempre uma quantidade menor de marchas quando comparado com o passador direito, e o total de marchas de sua bike é sempre o produto dos dois.

Outro fator importante de se entender é que, quanto menor o número indicado no acionador, mais leve o pedal. Quanto maior o número, mais duras serão as pedaladas. Quanto à ergonomia, podemos encontrar passadores de alavanca única, dupla, ou de giro.

Na alavanca única, conforme a acionamos, a depender do lado, a marcha pode diminuir ou aumentar a depender da direção. Já os passadores de alavanca dupla, o aumento ou diminuição de marchas é feito por alavancas distintas e estão em locais estratégicos para que você possa acioná-las por dedos diferentes de uma mesma mão, de forma rápida.

Agora, quando falamos do sistema giratório – grip-shift – temos um movimento mais simples, considerando que, para aumentar a marcha, é preciso girar a estrutura para a posição desejada.

Passando as marchas de forma prática sem cruzar engrenagens

Independentemente do sistema de passagem de marcha, seja alavanca ou de girar, a passagem ocorrerá da mesma forma. No lado esquerdo temos o respectivo controle para o câmbio dianteiro, e do lado direito, o controle para o câmbio traseiro.

Imagem de de parte traseira de bicicleta, com foco no câmbio

Para ficar mais fácil de visualizar, entenda da seguinte forma: quando você aciona o passador esquerdo, o que será mudado serão as marcas que se encontram nas coroas do pedivela, geralmente 3 coroas de tamanhos distintos que podem ser representadas pelo número 1 (coroa menor), 2 (coroa central) e 3 (coroa maior).

Agora, ao movimentar o passador direito, as catracas são acionadas e as marchas podem diminuir ou aumentar. O ponto é que a passagem das marchas não segue uma linearidade, mas sim uma lógica que vai sendo aprendida de maneira intuitiva.

A troca de marcha de uma bike depende muito do terreno em que você costuma pedalar. Por exemplo, as primeiras 4 marchas da bicicleta correspondem a um alinhamento da coroa menor (câmbio dianteiro) com ao pinhão maior da parte de trás, no entanto, é mais recomendada para subidas fortes.

Da 1ª até a 4ª marcha, percebemos que a bike tende a ficar bem leve, sendo preciso vários giros no pedivela para movimentar a roda traseira, logo, evite essas marchas para ambientes planos, do contrário você precisará de várias pedaladas para sair do lugar.

Imagem de parte inferior de bicicleta mostrando pedivela

Se estiver em uma subida leve ou em um ambiente plano, recomendamos o uso da coroa do meio, considerando que ela opera com todo o sistema traseiro. Logo, se não quer ficar mexendo a todo momento no câmbio, independentemente da situação, opte pelo uso da coroa central.

Quanto à velocidade, bem, aqui é preciso de maior intuição, ainda com a corrente na coroa central. Vá movimentando o passador direito e escolha a marcha que melhor satisfaça as suas demandas. Quanto menor for o pinhão traseiro, mais rápida ficará a bike.

Mas, se precisar de maior velocidade, engate a marcha da alavanca esquerda na coroa maior. Quando a relação estiver com a marcha na coroa maior na parte dianteira e no pinhão menor, você estará na última marcha da bike. Aqui você terá uma marcha pesada e que requer uma grande força no pedal.

Imagem de relação de marchas de uma mountain bike

E para não haver o cruzamento das engrenagens, na coroa maior temos um limite para engatar as marchas, sendo este as 4 primeiras coroas traseiras da menor para maior. Quando temos o cruzamento de correntes, acabamos por forçar o câmbio e isso pode quebrá-lo, então tome cuidado ao passar as marchas de sua bike.

É isso, galera. Esperamos que com essas dicas tenha ficado mais clara a relação das marchas e a passagem. Só não se esqueça de fazer a passagem enquanto estiver em movimento com a bike sempre conforme a necessidade, beleza?

Se curtiu as dicas, continue navegando em nosso blog e se inteirando sobre as nossas publicações, assim, você fica por dentro de dicas incríveis para aumentar a qualidade do seu pedal.

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