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Conheça um pouco mais sobre o Ciclismo, esporte que está tomando conta das ruas do Mundo

As indústrias de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) fecharam o primeiro trimestre com saldo positivo. Dados da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Bicicletas mostram que, entre os meses de janeiro e março, saíram das linhas de produção 158.699 bicicletas, volume 8,6% superior ao registrado no mesmo período de 2017 (146.097 unidades).

Ainda de acordo com a associação, a frota de bicicletas no Brasil é de 70 milhões de unidades (4º maior produtor mundial).

Se quiser saber mais sobre o crescimento da Indústria de Bicicletas, clique aqui (http://www.abraciclo.com.br)

Para o atleta Brou Bruto, os números do ciclismo poderiam ser ainda melhores: “Vejo um iminente crescimento, apesar que eu acho, que merecíamos um lugar mais alto nesse pódio de esportes que estão em 1º lugar no Brasil. Uma criança já recebe uma bola no começo da vida, e o futebol está aí nessa brutalidade toda, e o ciclismo não é tão reconhecido ainda”.

Já o ciclista Jeff Neves afirma que o número de praticantes de ciclismo só não são maiores porque ainda há muita falta de ciclovias e também falta de respeito no trânsito.





Ciclovia de 70 mil quilômetros ligará 43 países europeus até 2020 - Foto: EuroVelo /Karte Original

Ciclismo: O avanço no Brasil e no mundo
Longe de ser somente uma opção de lazer, a bicicleta ganha cada vez mais destaque como meio de transporte e o poder público em diversos lugares começa a ficar atento para essa realidade.

Hoje, no Brasil, metade das bicicletas são usadas pela população para ir ao trabalho. Segundo a Pesquisa Origem e Destino do Metrô, aplicada na Região Metropolitana de São Paulo, o uso desse tipo de deslocamento aumentou 18% entre 1997 e 2008. 22% das viagens de bicicleta têm por motivo o alto custo da condução e 57%, a pequena distância da viagem.

Maiores reféns do trânsito, as grandes capitais já recebem algumas iniciativas. Por exemplo, as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo contam com o sistema de aluguel de bicicleta – Bike Rio e Ciclo Sampa – resultado da parceria entre as prefeituras e bancos. O projeto vem atraindo um grande número de adeptos do ciclismo. No Rio, a iniciativa aumentou o número de postos e bicicletas para atender a demanda.

A cidade de São Paulo deu uma boa “estacionada” nos últimos anos, pois, o projeto audacioso do ex. prefeito Fernando Haddad tinha como meta criar mais 600 km de ciclovias na capital paulista até o final de 2020, além dos 400 km criados em seu mandato, porém seu sucessor, o também ex. prefeito João Dória, não deu prosseguimento ao projeto de expansão, dizendo-se incomodado com o fraco desenvolvimento da cidade paulista quando comparada a outras metrópoles. Em São Paulo, o trajeto de bicicleta abrange menos de 1%.

Outra iniciativa que ajuda no crescimento do ciclismo são os bicicletários públicos com vestiário. O próximo a estação de metrô Faria Lima tem capacidade para 102 bikes. O projeto, que partiu de um abaixo assinado com mais de 23 mil assinaturas, conte com manobristas, banheiros, vestiário com armários, bancos e cadeiras, ferramentas para bicicleta, e funciona 24 horas.

Outra capital que também está criando alternativas para o crescimento do ciclismo é Curitiba. A cidade, onde mais de 55 mil pessoas aderiram à bicicleta como meio de transporte, recebe o projeto Via Calma, que tem como objetivo criar ciclovias nas principais vias da cidade. Os ciclistas vão transitar pelo lado direito das vias em áreas demarcadas. Para evitar acidentes, a velocidade vai ser reduzida a 30 km por hora e nos cruzamentos vão ser instalado Bikeboxes, uma área especial de parada para bicicletas nos semáforos, protegendo e priorizando o ciclista quando o sinal abrir.

Ciclismo: Panorama Mundial
Diferente do Brasil, alguns países já estão bem desenvolvidos em relação a ciclovias. Como por exemplo, a cidade de Bogotá, que possui vasta cultura do ciclismo e conta com 359 km de ciclovia, Nova York 675 km e Berlim 750 km. Em Tóquio e na Holanda, 25% dos trajetos são feitos de bicicleta. Portanto, esses países procuram além das ciclovias, outras iniciativas para estimular o uso da bicicleta e ajudar no crescimento do ciclismo.

Na França, 20 empresas e instituições somando mais de dez mil funcionários tem investido fortemente no ciclismo, pagam 25 centavos de euro a cada quilômetro percorrido de bicicleta no trajeto casa-trabalho. Ainda na França, em Paris, o P’tit Vélib’, terceiro maior serviço de compartilhamento de bicicletas do mundo, vai oferecer 300 bicicletas para crianças de 2 a 10 anos de idade em diferentes tamanhos. No Reino Unido, o governo criou um sistema de vendas de bicicleta em conjunto entre funcionários e empregados, chamado Cycle to Work, que oferece preços menores e descontos nos impostos para aqueles que usam bicicleta para ir ao trabalho.

Já na Alemanha o projeto para o ciclismo é ainda maior, o governo alemão preocupado em reduzir o congestionamento e a poluição, pretende trocar carros e caminhões por bicicletas de carga. Segundo o porta-voz do ministério dos Transportes, Birgitta Worringen, o projeto é viável porque mais de 75% dos trajetos no país são para cobrir distâncias menores do que dez quilômetros. A empresa de logística, UPS, já realiza entregas em seis cidades alemãs usando bicicletas. Entretanto, o representante da empresa, Lars Purkarthofer, ressalta que a estrutura no país ainda não é a ideal, as ciclovias são estreitas e em alguns pontos faltam estacionamentos para guardar as bicicletas.

Ciclismo: Benefícios
Além de manter uma população mais saudável e diminuir a poluição e os congestionamentos das grandes metrópoles, outros dados chamam a atenção para os diferentes benefícios do uso da bicicleta como transporte diário. Segundo um estudo realizado em Nova Iorque, as vendas das lojas de rua aumentaram em até 49% após a construção de ciclovias. O estudo argumenta que um ciclista tem menos barreiras para entrar numa loja local que, ao contrário do carro, é mais fácil encontrar um ponto para prender a bicicleta.

Outro fator interessante é a questão da segurança no ciclismo. É quase unanimidade entre os ciclistas que pedalar nas grandes vias além de atrapalhar o trânsito, aumenta o risco de acidentes. Porém, um estudo feito na Universidade do Colorados em Denver, nos Estados Unidos, mostra o contrário. O estudo afirma que o aumento de bicicletas nas estradas reduz o número de acidentes de trânsito e ainda torna o tráfego mais seguro. O professor e coautor do estudo, Wesley Marshall, trabalha com a hipótese de que quando existe um grande número de ciclistas na estrada, o motorista fica mais atento. Portanto, cidades com grande volume de bicicletas, não são seguras apenas para os ciclistas, mas para os carros também.

O fato é que qualquer tipo de incentivo ao uso da bicicleta e ao ciclismo é importante, as ruas no Brasil se encontram em situação precária. As grandes capitais estão congestionadas e sem previsão alguma de melhora. O trabalhador quando não espremido no transporte público, está isolado no carro esperando o trânsito andar. Então, a bicicleta vem se tornando uma importante alternativa onde a sociedade ganha como um todo por ter uma cidade mais humana e saudável, e menos congestionada e poluída.

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Grandes pedaladas para nós.


Créditos:
Dados atualizados por: Jefferson Neves/Accanti com base no original de Wendy Andrade, no SustentArqui.
Foto Principal: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis
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